O SANTUÁRIO SOMBRIO


A poeira é refletida pela luz da lua, que reflete em um piso antigo outras luzes se misturando com as gélidas sombras que percorrem este estranho e misterioso lugar. Mais à frente, um extenso corredor contendo algumas poucas escadas, algumas levam a algum lugar e outras nem tanto... “Vocês, onde estão?... Corram, corram!”
Pisadas lentas e calmas demostrando uma grande tranquilidade entre os membros do santuário.
Mais uma reunião secreta naqueles portões. disse.
Eu gostaria de saber o que tanto os mestres falam ali dentro. disse curioso.
O que é dito ali dentro não é para os nossos ouvidos, por tanto, voltem a fazer seus afazeres! ordenou.
Assim o grupo começa a se dispensar, cada um para as suas tarefas da noite, caminhando sobre os enormes corredores milenares de um santuário que fora construído em cima das montanhas do começo dos tempos... “Não, não isso!”
Neste momento, ele abre de repente os seus olhos e se dá conta, mais uma vez, que se encontra de joelhos com os braços pendurados e presos por longas correntes.
O silencio mórbido percorre este ambiente. Que é quebrado pelo som das correntes, ele ainda de joelhos, olha para as mãos com o olhar de guerreiro liberto.
É hora de voltar! disse.
E assim ele vai percorrendo os longos corredores sombrios enfrentando muitas criaturas que espreitam às sombras deste lugar. Neste meio tempo, a sensação de que já esteve ali bem antes vem com muita força, mas não se lembra de ninguém. ― foi tentando puxar pela a sua memória.
Que desenho é esse? Tenho a impressão de que já estive nestes portões, tenho que encontra-lo rápido! ― disse.
Depois de andar mais um pouco, finalmente encontra os grandes portões. Ele fica de frente e com a sua grande força, consegue abrir. Ao entrar encontra o que seria uma velha árvore branca meio destruída, mas ele vê um fio de energia azulada e a toca por alguns minutos.
Então, eu já estive aqui e fui um monge por muito tempo. ― se lembra ― mas, por que eu voltei, qual o motivo? ― indaga-se ― Para sair tenho que primeiro, derrotar o mal contido aqui que um dia foi a minha casa.
Antes de sair, ele dá uma boa olhada nos livros das prateleiras daquele imenso salão. Assim, ele volta a enfrentar as criaturas sombrias deste tenebroso lugar em que se encontra no momento. Depois de derrotar muitos desses seres ele simplesmente volta ao salão e fica ali diante dos antigos livros.
Se lá fora, tiver os mesmos seres daqui, vou precisar do conhecimento destes livros. ― disse.
Ele então, foi lendo e lendo durante muito tempo diferentes livros com conhecimentos que desconhecia, mas que serão bem úteis. Depois de um longo período, pega dois livros, quando vê um terceiro.
Que livro é esse? Vou abri-lo. ― murmurou ― “O mal tem a minha face.” ― leu ― O que isso significa? ― indagou.
E assim um novo objetivo estava surgindo em sua vida.

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